22 de setembro de 2009
Olá Wagner, que bom te ver meu amigo. Acho que desde Berlim não nos falávamos. E que prazer em compartilhar este trabalho tão sensível, delicado e de uma potência ainda a ser ventilada e partilhada com muitos.
Gostaria de agradecer a realização deste projeto, pois me ajudou muito no trabalho que estou desenvolvendo. Venho pesquisando sobre as relações entre corpo–imagem / violência-consumo / resistência-apatia. O foco está nas tensões e relações a partir dos meninos de rua ou em situação de risco. O trabalho de vocês me ajudou a compreender e entender o caminho que intuía e que ainda não o tinha tão claro. Muito Obrigado!
+++ Paula Gorini
30 de setembro de 2009
Encerramento de residência entre Wagner Shwartz e Rachid Ouramdane
O encerramento de residência artística entre Wagner Shwartz (Brasil) e Rachid Ouramdane (França), do projeto CoLABoratorio, aconteceu ontem, dia 21 de setembro, no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro. Esta residência de criação, que também é parte do projeto CoLAboratorio, possui uma dinâmica diferente das outras que acontecem entre um coreógrafo convidado e o grupo de artistas selecionados. Nessa versão, dois coreógrafos, um do Brasil e um de fora, se reunem por duas semanas para criarem em critério colaborativo. É uma residência focada na criação, enquanto a outra possui uma característica também de formação.
Na primeira edição dessas residências em dupla, a criação entre Wagner e Rachid resultou no vídeo "Eu precisava ganhar tempo | J' essayais de gagner du temps". O vídeo foi inspirado no trabalho anterior, "Des temoins ordinaires", que trata do testemunho de pessoas que sofreram algum tipo de violência, tortura, numa transcriação poética dessa subjetividade tão peculiar e tão delicada. Durante a estadia no Rio de Janeiro, os artistas filmaram paisagens e imagens, buscando na casualidade dessas imagens seu alimento lírico. A ideia, segundo os artistas, era buscar no que parece óbvio uma particularidade. Através da disposição das imagens no vídeo final, o espectador tem um conteúdo conceitual, pelo texto legendado, e um distanciamento narrativo, pelas imagens corriqueiras. A diferença está na lente subjetiva do criador e na interpretação do observador.
Ao final da apresentação, houve um bate-papo com Wagner e Rachid, em que o público pôde expressar sua experiência e fazer perguntas. Para assistir o vídeo e conhecer o projeto melhor, os artistas criaram um blog contando sua trajetória. Na página do Panorama Festival também há um texto informativo sobre esse trabalho.
Gostaria de agradecer a realização deste projeto, pois me ajudou muito no trabalho que estou desenvolvendo. Venho pesquisando sobre as relações entre corpo–imagem / violência-consumo / resistência-apatia. O foco está nas tensões e relações a partir dos meninos de rua ou em situação de risco. O trabalho de vocês me ajudou a compreender e entender o caminho que intuía e que ainda não o tinha tão claro. Muito Obrigado!
+++ Paula Gorini
30 de setembro de 2009
Encerramento de residência entre Wagner Shwartz e Rachid Ouramdane
O encerramento de residência artística entre Wagner Shwartz (Brasil) e Rachid Ouramdane (França), do projeto CoLABoratorio, aconteceu ontem, dia 21 de setembro, no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro. Esta residência de criação, que também é parte do projeto CoLAboratorio, possui uma dinâmica diferente das outras que acontecem entre um coreógrafo convidado e o grupo de artistas selecionados. Nessa versão, dois coreógrafos, um do Brasil e um de fora, se reunem por duas semanas para criarem em critério colaborativo. É uma residência focada na criação, enquanto a outra possui uma característica também de formação.
Na primeira edição dessas residências em dupla, a criação entre Wagner e Rachid resultou no vídeo "Eu precisava ganhar tempo | J' essayais de gagner du temps". O vídeo foi inspirado no trabalho anterior, "Des temoins ordinaires", que trata do testemunho de pessoas que sofreram algum tipo de violência, tortura, numa transcriação poética dessa subjetividade tão peculiar e tão delicada. Durante a estadia no Rio de Janeiro, os artistas filmaram paisagens e imagens, buscando na casualidade dessas imagens seu alimento lírico. A ideia, segundo os artistas, era buscar no que parece óbvio uma particularidade. Através da disposição das imagens no vídeo final, o espectador tem um conteúdo conceitual, pelo texto legendado, e um distanciamento narrativo, pelas imagens corriqueiras. A diferença está na lente subjetiva do criador e na interpretação do observador.
Ao final da apresentação, houve um bate-papo com Wagner e Rachid, em que o público pôde expressar sua experiência e fazer perguntas. Para assistir o vídeo e conhecer o projeto melhor, os artistas criaram um blog contando sua trajetória. Na página do Panorama Festival também há um texto informativo sobre esse trabalho.